8 de nov. de 2010

A Raposa e as Uvas


Uma raposa entrou faminta num terreno onde havia uma parreira, cheia de uvas maduras,cujos cachos se penduravam, muito alto,em cima de sua cabeça. A raposa não podia resistir à tentação de chupar aquelas uvas, mas, por mais que pulasse, não conseguia abocanhá-las. Cansada de pular, olhou mais uma vez os apetitosos cachos e disse:

_ Estão verdes!


MORAL: Assim também, algumas pessoas, não conseguindo realizar seus negócios por incapacidade, acusam as circunstâncias.

(Esopo)


Outra versão da Fábula A Raposa e as Uvas

De repente a raposa, esfomeada e gulosa, fome de quatro dias e gula de todos os tempos, saiu do areal do deserto e caiu na sombra deliciosa do parreiral que descia por um precipício a perder de vista. Olhou e viu, além de tudo, à altura de um salto, cachos de uvas maravilhosos, uvas grandes, tentadoras. Armou o salto, retesou o corpo, saltou, o focinho passou a um palmo das uvas. Caiu, tentou de novo, não conseguiu. Descansou, encolheu mais o corpo, deu tudo que tinha, não conseguiu nem roçar as uvas gordas e redondas. Desistiu, dizendo entre dentes, com raiva: "Ah, também, não tem importância. Estão muito verdes." E foi descendo, com cuidado, quando viu à sua frente uma pedra enorme. Com esforço empurrou a pedra até o local em que estavam os cachos de uva, trepou na pedra, perigosamente, pois o terreno era irregular e havia o risco de despencar, esticou a pata e. . . Conseguiu ! Com avidez colocou na boca quase o cacho inteiro. E cuspiu. Realmente as uvas estavam muito verdes!

MORAL: A FRUSTRAÇÃO É UMA FORMA DE JULGAMENTO TÃO BOA COMO QUALQUER OUTRA

(Millôr Fernandes)

1 de nov. de 2010

Fábula da convivência

Há milhões de anos, durante uma era glacial, quando parte de nosso planeta esteve coberto por grandes camadas de gelo, muitos animais, não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições.
Foi, então, que uma grande quantidade de porcos-espinho, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começaram a se unir, juntar-se mais e mais.
Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam uns aos outros, aqueciam-se mutuamente, enfrentando por mais tempo aquele frio rigoroso.
Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito...
Mas essa não foi a melhor solução! Afastados, separados, logo começaram a morrer de frio, congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com cuidado, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem magoar, sem causar danos e dores uns nos outros.
Assim, suportaram-se, resistindo à longa era glacial. Sobreviveram.

É fácil trocar palavras, difícil é interpretar o silêncio!
É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos, difícil é reter o calor!
É fácil conviver com pessoas, difícil é formar uma equipe!

(Autor desconhecido)

28 de out. de 2010

O Caso da Ponte

Universidade do Estado do Pará
Centro de Ciência Social e Educação

Profª: Heloisa Luna

JOÃO era casado com MARIA e se amavam.

Depois de certo tempo, João começou a chegar cada vez mais tarde em sua casa. MARIA se sentiu muito abandonada e procurou PAULO, que morava do outro lado da ponte. Acabaram amantes e MARIA voltava para casa sempre antes do marido chegar.

Um dia, quando voltava, encontrou um BANDIDO atacando as pessoas que passavam na ponte. Ela correu para casa de Paulo e pediu proteção. Ele respondeu que não tinha nada a ver com isso e que o problema era dela. Ela, então procurou um AMIGO. Este foi com ela até a ponte, mas se acovardou diante do bandido e não teve coragem de enfrentá-lo.

Resolveram procurar o BARQUEIRO, mais para baixo do rio. Este aceitou levá-la por R$ 200,00, mas nenhum dos dois tinha dinheiro. Insistiram e imploraram, mas o barqueiro foi irredutível. Aí voltaram para a ponte e o bandido matou Maria.


Colocar as seis personagens em ordem decrescente de culpa, isto é, coloque o número 1como o maior responsável pelo o que ocorreu.


Minha opinião____________Opinião do grupo
1-____________________ 1-____________________
2-___________________ 2-____________________
3-___________________ 3-____________________
4-___________________ 4-____________________
5-___________________ 5-____________________
6-___________________ 6-____________________

22 de out. de 2010

Análise do Discurso


Bem-vindo aos estudos de Análise do Discurso!

Esta disciplina é basilar do curso de licenciatura em Letras ofertado pela UEPA-EaD. Com ela você irá tornar-se apto ao exercício de analisar discursos com os quais você convive cotidianamente, atividade fundamental, para a sedimentação e a socialização do conhecimento.

Nosso compromisso, em consonância com os da disciplina, é capacitá-lo, na condição de universitário e futuro docente, na dinâmica das questões linguísticas sob o enfoque de que a língua é um organismo vivo em permanente mudança, e em relação direta com a sociedade que a utiliza. Pelo uso da linguagem, escolhemos as palavras certas para cada texto produzido, nos comunicamos, trocamos opiniões, temos acesso a informações, analisamos os discursos e produzimos cultura.

No término da disciplina, você deverá estar apto na compreensão das diversas maneiras de manifestação da ideologia; bem como ser capaz de identificar as principais correntes de pensamento de Marx e Althusser, de refletir sobre a crítica das implicações positivas e negativas para o desenvolvimento da formação da sociedade por intermédio da ideologia, definir conceitos de cada representação referente à ideologia e compreender os diferentes posicionamentos nas discussões atuais a partir das correntes históricas da Ideologia.

Ao final de cada seção, contida neste material, serão propostas atividades com a finalidade de rever o conteúdo e aprofundar os tópicos apresentados.

Esperamos que você consiga, facilmente, vencer o desafio que tem pela frente: a formação de um ser humano atuante e crítico, que se constrói, sobretudo, por meio das linguagens que o cercam.

Bom estudo e bom trabalho!

Conte sempre conosco!

Prof.Msc. Jair Alcindo Lobo de Melo
Prof. Esp. Maria de Nazaré Luna de Sousa
Prof. Esp. Mara Sílvia Jucá Acácio

8 de out. de 2010

Gênero lírico


UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ
GÊNEROS LITERÁRIOS
PROFESSORA ISABEL SOUZA
BELÉM – PARÁ

A palavra lírico deriva de lira, instrumento musical usado pelos antigos gregos (a.C) para acompanhar as recitações da época. Assim a palavra lírica era empregada à canção entoada ao som da lira. Essa união entre verso e música fez com que o ritmo fosse a característica marcante da obra lírica. Na Idade Média, a lira foi substituída por instrumentos como a viola, o alaúde, etc. Por volta do século XV ocorreu a separação entre verso e o acompanhamento musical. Portanto, o texto lírico deixou de ser cantado para ser lido ou declamado. A musicalidade, o ritmo, a sonoridade passaram a ser trabalhados no interior da própria linguagem.

A poesia passou a apresentar uma estrutura que garantisse a marca da musicalidade no texto poético. A partir daí, a metrificação (medidas de um verso definidas pelo número de sílabas poéticas), o ritmo, foi valorizada, como também o ritmo das palavras, a divisão das estrofes, a rima, a combinação de palavras passaram a ser intensamente cultivados pelos poetas. Para atingir o pretendido, o aspecto formal ganhou relevância e o poema ganhou forma fixa. Dentre as poesias de forma fixa, a que resistiu até os dias de hoje foi o soneto (pequeno som): composição poética de 14 versos distribuídos em dois quartetos e dois tercetos.

Eu/ que/ro a/mar/, a/mar/ per/di/da/men/te
Amar só por amar: aqui...além...
Mais este e aquele, o outro e toda gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente.

Há uma primavera em cada vida
É preciso cantá-la assim florida.
Pois se Deus nos deu voz, foi para cantar!

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder ... Pra me encontrar...

(Florbela Espanca)

Pertencerá à lírica todo poema de extensão menor, na medida em que nele não se cristalizem personagens nítidos e que, ao contrário, uma voz central – quase sempre um “Eu” – nele exprimir seu próprio estado de alma. (ROSENFELD, Anatol. O teatro épico. S.Paulo, Burutti, 1995. p. 5.)

Soneto de fidelidade


De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

(MORAES, Vinicius de. In: Antologia poética.
Rio de Janeiro, J. Olympio. p. 77.)

16 de set. de 2010

Conteúdo de Teoria Literária


Caro estudante!


O material que está na plataforma corresponde ao conteúdo da disciplina Teoria Literária. Nele você encontrará noções sobre os vários aspectos que norteiam um texto literário. A disciplina Teoria Literária apresenta como objetivo principal exercitar a reflexão e apurar a sensibilidade do leitor no que concerne a análise e ao inter-relacionamento forma/conteúdo da linguagem literária com as múltiplas formas de expressão artística. Ao fim de cada unidade você vai encontrar um conjunto de atividades que fazem uma espécie de síntese de tudo o que foi dito. Não desista frente a alguma dificuldade aparentemente impossível de ser transposta. Lembre-se que as grandes conquistas foram fruto de paciência e concentração. Boa sorte nesta sua nova empreitada. Caminharemos juntos para a concretização de seus objetivos.

Os Autores.